Uern poderá retornar aulas de forma híbrida à partir de 02 de fevereiro

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Diante do cenário de novo agravamento da crise sanitária em decorrência da pandemia de Covid-19 e surto de gripe H3N2, entre outras doenças, a Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) propôs, após escutar os segmentos acadêmicos, e com base nas recomendações do Comitê Covid-19/Uern, um retorno gradual das aulas presenciais, previstas para ter início no próximo dia 2.

Em reunião realizada nesta sexta-feira (21) com a representação de estudantes, professores e técnicos administrativos, e acompanhada por mais de mil participantes no canal Uern Oficial do YouTube, a reitora Cicília Maia apresentou como encaminhamento o envio de nova proposta de calendário acadêmico ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe).

A proposta prevê o retorno gradual das aulas presenciais, a partir de 2 de fevereiro, autorizando os departamentos acadêmicos realizarem de forma presencial ou mista as atividades exclusivamente práticas dos cursos, podendo os departamentos, a depender do contexto, justificarem a impossibilidade de fazê-lo.

Pela proposta, os departamentos teriam autorização para adotar o modelo misto de ensino em atividades teórico-práticas, no que se refere ao semestre. Ou seja, no modelo de semestre misto, haveria aulas totalmente virtuais alternadas com aulas totalmente presenciais.

Para as disciplinas de caráter totalmente teórico, a proposta é pela manutenção do ensino remoto até o dia 14 de março, data em que as aulas presenciais retornariam em sua totalidade.

Tais direcionamentos baseiam-se na busca da conciliação dos diversos aspectos apresentados pelos segmentos universitários. Também ponderam as recomendações expressas na nota técnica mais recente do Comitê Covid-19 da Uern e o Decreto nº 31.256, de 20 de janeiro de 2022, em que o Governo do Estado prorroga o Estado de Calamidade Pública até 17 de abril.

“Não podemos esquecer mais uma vez que a prudência é tudo. Estamos num ambiente de universidade, com uma abrangência muito grande, uma capilaridade sem tamanho, de forma que nós, enquanto gestores, temos a responsabilidade com todos vocês”, destacou a reitora Cicília Maia, ao final do encontro.

Participaram da reunião desta sexta representantes do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE), de vários centros acadêmicos, da Associação de Pós-Graduandos, do Sindicato dos Técnico-Administrativos (Sintauern), da Associação dos Docentes (Aduern), do Fórum de Diretores e do Fórum de Chefes de Departamento.

Transmitido pelo canal oficial da Instituição no YouTube, o encontro teve mais de mil participantes e originou amplo debate na plataforma. A reunião está disponível no Canal UERN Oficial.

Pesquisam apontam preferência por modelo presencial entre os alunos

Na última semana, o DCE realizou pesquisa virtual entre os alunos e apresentou o resultado em relatório. Durante a reunião com a Reitoria, a coordenadora-geral do DCE, Terumi Tatsukawa, apresentou o resultado da pesquisa.

Dos 3.872 alunos que participaram da enquete, entre graduação e pós-graduação, 58% responderam que não se sentem seguros para o retorno presencial. Ainda assim, 38,6% opinaram pela necessidade da volta deste modelo de forma total e 29,5% acreditam que seja necessário realizar um sistema híbrido de aulas.

Luh Vieira, estudante e secretária do DCE, resumiu: “Entendemos a necessidade da questão pandêmica, o medo que temos, porque muitos dizem que têm medo de voltar presencialmente, mas querem. É isso que os e as estudantes trazem nesse formulário”.

Os dados variam bruscamente a depender do curso, principalmente quando se trata das faculdades da área da Saúde. No Campus de Caicó, por exemplo, mais de 86% dos alunos desejam o retorno presencial; na Faculdade de Medicina, no Campus Central, esse número chega a 92%, segundo dados divulgados por centros acadêmicos a partir de pesquisas internas.

Docentes e técnicos destacam necessidade de garantia da segurança

Docentes e técnicos-administrativos expuseram seu desejo do retorno do trabalho presencial. Destacaram, porém, que o momento enseja cuidados.

“A gente reconhece o quanto tem sido difícil dar continuidade à formação. A gente compreende as lacunas que o ensino remoto acaba trazendo para a formação dos nossos estudantes. Nós professores também nos sentimos cansados. A relação pedagógica é diferente no ensino remoto, a gente percebe isso. Ela fica mais restrita”, disse Meyre Ester Barbosa de Oliveira, representante do Fórum de Diretores.

Ela completou: “Entretanto, nós tivemos que levar em consideração também o posicionamento do Comitê, que tem a competência técnica e a expertise pontuando o aumento da curva [de contaminações] e da segurança”.

A reitora Cicília Maia explicou que os encaminhamentos levaram em conta as diferentes realidades e posicionamento, garantindo que cada departamento avalie a realidade e necessidade pedagógica de seus cursos.

“A nossa convicção continua a ser a segurança da comunidade. Tenho certeza de que nós, unidos, podemos dar esse exemplo à sociedade”, finalizou.

Fonte: Agecom


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